quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Vale a pena?

                                       


 Vale sempre a pena?

- Mesmo quando num manto de fantásticas ironias,
Nas rotineiras palavras, despidas de convicção
Se nos afigurem ainda mais impiedosas as mentiras
E mais autêntica e triste a desilusão?

Vale sempre a pena?

- Mesmo que na cansativa e espezinhada verdade
Nas cruéis certezas, dos sádicos desesperados
Sintamos ser falsa a própria LIBERDADE
Do tão infatigável crer...
poeticamente condenado?

Vale sempre a pena?

- Mesmo quando encontramos fadiga, na herdada DOR
Misturação de morte e vida na alma ainda crente?
- Mesmo quando desmaiamos mo aflitivo realismo do AMOR
E acordamos
No sobressalto de tudo quanto a alma sente?

Vale sempre a pena?

- Mesmo quando nos morrem um punhado de esperanças
Um filho
Um pai
Um esposo, tão amado...
Quando da certeza obtemos somente a desconfiança
E da verdade, toda a tristeza do FRACASSO?

Vale sempre a pena?

                                   Déborah Hellem

Nenhum comentário:

Postar um comentário